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50 yuans por volta, cinto no peito e 1,9 milhão de views: entenda a streamer chinesa que deixa o público girar sua cadeira sem parar — e a comparação com 'Black Mirror'

Fanqie Jiang Ye cobra cerca de US$ 7,50 para que a cadeira gire a cada doação, e o 'treino de astronauta' ao vivo virou meme e debate.

Foto: Reprodução (via HypeFresh)

A febre da vez nas lives vem da China. A streamer Fanqie Jiang Ye (番茄酱耶) transmite presa por um cinto peitoral a uma cadeira gamer vermelha motorizada, com um bicho de pelúcia no colo, e cada doação de cerca de 50 yuans, uns US$ 7,50, faz a cadeira dar uma volta completa. Quando os pagamentos chegam em sequência, as voltas se acumulam e ela passa longos trechos girando quase sem pausa.

Os clipes saíram das redes chinesas e ganharam o mundo via X e TikTok, com repostagens de perfis como Complex e NEXTA; um único post sobre os giros sem fim passou de 1,9 milhão de visualizações. Nos comentários, a graça divide espaço com a preocupação com o desgaste físico: há quem compare a cena a uma centrífuga ou a treino de piloto, e quem lembre o episódio 'Common People', de 'Black Mirror', em que um homem ganha dinheiro se machucando ao vivo para quem paga, ainda que o caso real seja bem mais leve.

O que não se sabe: as reportagens não identificam a plataforma onde ela transmite nem detalham o equipamento, o software que liga doações ao motor ou se ela pode pausar a cadeira. Também não há dados públicos sobre idade ou nome real da streamer, nem sinal de que a função tenha sido suspensa. O fenômeno resume uma tendência: o 'pague para interagir', em que a audiência compra controle físico sobre quem está na tela.

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