Da Ilha do Governador ao Caco Antibes, 15 anos de 'Vídeo Show', um vice no Carnaval e caldo de rã em jejum: a história de Miguel Falabella, que faz 70 anos
Ator, autor, diretor e carnavalesco, Falabella completa 70 anos neste sábado (10) com mais de quatro décadas de TV e mais de 100 trabalhos.
Foto: Reprodução via PurepeopleMiguel Falabella chega aos 70 anos neste sábado (10). Nascido no Rio de Janeiro e criado na Ilha do Governador — que ele já descreveu como um paraíso de mar tão limpo que dava para ver o fundo —, o ator estreou na TV em 'Sol de Verão' (1982), como Romeu, e soma mais de quatro décadas de carreira e mais de 100 trabalhos entre televisão, teatro, cinema e Carnaval. Na Globo, viveu o malandro Miro no remake de 'Selva de Pedra' (1986), o sinistro Donato de 'As Noivas de Copacabana' (1992), Raul em 'A Viagem' (1994) e o advogado vilão Mauro de 'Cara & Coroa' (1995).
O personagem que o eternizou foi Caco Antibes, o falido esnobe de 'Sai de Baixo' (1996–2002, com temporada especial em 2013), que ele também ajudou a escrever e cujas frases mais famosas nasceram do improviso do elenco. Como autor, assinou 'Salsa e Merengue' (1996), 'A Lua Me Disse' (2005), 'Negócio da China' (2008) e 'Aquele Beijo' (2011), criou 'Toma Lá, Dá Cá', viveu Ruço em 'Pé na Cova' (2013–2016) e apresentou o 'Vídeo Show' por 15 anos. Nos anos 1990, foi carnavalesco do Império da Tijuca e, em 1995, levou a escola ao vice-campeonato do Grupo de Acesso A com 'No Sassarico da Colombo'; em 2018, foi homenageado pela Unidos da Tijuca.
Seu trabalho mais recente em novela foi o galerista Kasper Damatta, de 'Três Graças' (2025). Neste ano, no 'Roda Viva', contou que evitou fazer da sexualidade o centro da imagem pública numa época em que o preconceito podia custar a carreira, revelou ter um novo namorado — o empresário Alexandre Altoé — e falou dos filhos Theo e Cassiano, que manteve longe dos holofotes: 'Nunca expus porque achava que eu era uma pessoa pública e não eles'. Já avô, ele ainda mantém um ritual curioso desde a juventude: tomar caldo de rã toda manhã. 'Não queria ser colocado em uma prateleira, porque depois que te colocam, você não sai mais', resumiu.






