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Análise: 'Verity' é o show de Anne Hathaway — pena que o filme tenha medo do próprio veneno

Adaptação de Colleen Hoover que estreia nesta sexta (2) nos EUA tem uma vilã deliciosa, mas freia justamente onde deveria acelerar.

Foto: Amazon MGM Studios/Divulgação

Esta é uma análise opinativa. 'Verity', thriller da Amazon MGM dirigido por Michael Showalter, chega aos cinemas americanos nesta sexta (2) com uma premissa irresistível: uma escritora em crise (Dakota Johnson) aceita terminar os livros de uma autora famosa (Anne Hathaway) e, na mansão da família, encontra anotações autobiográficas perturbadoras que embaralham ficção, manipulação e realidade.

O melhor do filme é Hathaway. A atriz abraça o exagero e entrega uma vilã gelada e divertida, e até críticos negativos reconhecem seu empenho; a direção de arte da mansão também ajuda a criar o clima. O problema é que, quando ela sai de cena, tudo esfria: Johnson e Josh Hartnett têm pouca química, e a história lembra demais 'Garota Exemplar' sem a mesma ousadia.

A crítica está dividida, e o Rotten Tomatoes marcava cerca de 43% a 44% de aprovação às vésperas da estreia. Na Variety, Guy Lodge chamou o longa de fracasso 'exagerado e com pouca trama'; no Hollywood Reporter, Richard Lawson disse que ele não é nem sexy nem inteligente. Outros veículos, como o ScreenRant, o apontam como a melhor adaptação de Hoover até agora — elogio que, convenhamos, diz muito sobre as anteriores.

No fim, 'Verity' funciona como guilty pleasure de sexta à noite, de preferência com sala cheia, mas é um filme que não confia na própria loucura. Se Showalter tivesse ido mais fundo no camp, no terror e no erotismo que a história pede, Hathaway teria o filme que merece.

Nota: 6/10

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