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Análise: 'A Leste do Éden' faz de Florence Pugh a força mais perigosa da TV em 2026

Minissérie de Zoe Kazan na Netflix leva Steinbeck a sério, confia tudo a Pugh como Cathy Ames e sai maior do que o clássico de 1955.

Foto: Netflix/Divulgação via Forbes

Análise. 'A Leste do Éden', que chegou à Netflix nesta quinta (1º), tem sete episódios e uma ambição rara: adaptar o romance de John Steinbeck inteiro, e não só o pedaço que o filme de 1955, com James Dean, transformou em mito. Zoe Kazan, que escreveu e comanda a série ao lado de Jeb Stuart, abre a saga no início do século 20 e acompanha duas gerações da família Trask, rachada por uma mulher que ninguém consegue decifrar.

Essa mulher é a Cathy Ames de Florence Pugh, e é aí que a série ganha a partida. Pugh, que também é produtora executiva, não suaviza a personagem para torná-la simpática: sua Cathy é magnética e assustadora na mesma medida, e o roteiro tem coragem de deixá-la sem explicação fácil. Christopher Abbott (Adam) e Mike Faist (Charles) seguram bem o duelo entre irmãos, e Ciarán Hinds, como Samuel Hamilton, dá ao drama o calor de que ele precisa.

A crítica americana reforça a impressão: a série estreou com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes (27 resenhas). Para Hunter Ingram, do AV Club, Kazan criou 'um novo padrão' para adaptações literárias na TV, e Daniel Fienberg, do The Hollywood Reporter, escreveu que, diferente do filme de 1955, a série parece entender por que o livro é especial.

Nem tudo é tão firme. O tom é escuro do começo ao fim, e Verne Gay, do Newsday, chegou a chamar a minissérie de 'arrastada e sombria'. A divisão de direção, com Garth Davis nos quatro primeiros episódios e Laure de Clermont-Tonnerre nos três finais, também se sente na mudança de ritmo. Ainda assim, é o tipo de adaptação que trata o público como adulto e entrega a Pugh o papel mais complexo da carreira.

Nota: 8/10

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