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Análise: em 'Fala Que Me Quer', Diego Martins abriga Valesca Popozuda num castelo de terror com funk e house — e transforma a homenagem a 'Beijinho no Ombro' em fashion film de Halloween

O Kelvin de 'Terra e Paixão' chama a dona do castelo mais famoso do funk para um single 'fritação' que acerta no conceito visual e aposta tudo na pista.

Foto: Divulgação/Universal Music

Esta é uma análise. Diego Martins, que ficou conhecido nacionalmente como o Kelvin de 'Terra e Paixão' e venceu o 'The Masked Singer Brasil', lançou nas plataformas na quinta (8) e no YouTube na sexta (9) 'Fala Que Me Quer', com Valesca Popozuda. Ele mesmo resume a faixa como 'um popzão, um funk' com uma 'fritação' que não deixa ninguém parado. A mistura de funk com house é o caminho mais óbvio para quem quer pista em 2026, mas faz sentido para um artista que, no álbum de estreia 'TANTO' (2025), já transitava entre pop, R&B e MPB e agora assume de vez o lado dançante.

O grande trunfo é o clipe, gravado em São Paulo num dia de chuva forte, logo depois de Diego se apresentar na 'Dança dos Famosos'. A trama acompanha uma garota que foge da tempestade e entra num castelo escuro, cruza com personagens estranhos, muda de aparência e de personalidade e, no fim, é recebida pela dona da casa: Valesca. A ideia de reabrir o castelo de 'Beijinho no Ombro', com acenos a 'Rock Your Show', é mais esperta do que uma simples citação, porque coloca a funkeira como anfitriã de uma nova geração queer do pop, misturando terror, moda, coreografia, humor e cultura drag no clima de Halloween.

O risco é a homenagem pesar mais que a canção: quando o vídeo se apoia tanto na memória de um clássico, a música precisa de um refrão à altura para não virar trilha de fundo do próprio conceito, e os materiais de divulgação falam muito mais da estética do que da letra, descrita apenas como intensa e de desejo desesperado. Ainda assim, o encontro soa genuíno: Diego conta que acompanha Valesca desde a pré-adolescência e que ela se esforçou para encaixar a agenda e ficou no set até o fim. Para um primeiro drag queen do catálogo nacional da Universal, é um passo coerente rumo à pista. Nota: 7/10

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