Luísa Sonza foi 'censurada' pelo TSE? Não: ação que pedia multa de R$ 100 mil por show foi arquivada sem julgamento do mérito — entenda
Posts que viralizaram dizendo que a cantora está proibida de falar de eleição distorcem uma decisão de 1º de outubro que não impôs nenhuma restrição a ela.
Foto: Terra/ReproduçãoA origem da confusão é o show de Luísa Sonza no festival Tropicadelia, em Londrina (PR), em 26 de setembro, quando a cantora manifestou apoio ao presidente Lula. Lucas Pavanato (PL), então candidato a deputado federal por São Paulo, acionou o Tribunal Superior Eleitoral alegando 'showmício', prática proibida pela lei eleitoral, e pediu que ela fosse impedida de pedir voto em shows até o fim das eleições de 2026, que a circulação dos vídeos fosse limitada e que cada novo episódio rendesse multa de R$ 100 mil.
Em 1º de outubro, o ministro André Mendonça, relator do caso, extinguiu a ação sem analisar o mérito. O motivo foi processual: segundo a jurisprudência do tribunal, quem reclama precisa estar ligado à mesma circunscrição da eleição contestada, e Pavanato disputava um cargo estadual enquanto a suposta propaganda envolvia a corrida presidencial, de âmbito nacional.
Na prática, nenhum pedido foi atendido: não há proibição de manifestação política, nem restrição aos shows, nem multa, nem retirada de vídeos. Por outro lado, o TSE também não declarou que a fala foi legal — apenas não chegou a julgá-la. Mesmo assim, nesta semana, publicações nas redes passaram a afirmar que a cantora teria sido 'censurada', o que Terra, Uai e Vagalume desmentiram com base na própria decisão.






