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Show vetado de Léo Santana termina com multa triplicada para R$ 300 mil por hora, e cantor desconversa: 'Bancar a multa? Eu não sei disso'

TRE-BA diz que a apresentação começou apesar da proibição; Prefeitura de Salvador afirma que cumpriu a decisão e trocou o show por artistas locais.

Foto: Reprodução via BNews

A véspera da eleição em Salvador teve pagodão no meio de uma briga judicial. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia triplicou, de R$ 100 mil para R$ 300 mil por hora, a multa pessoal ao prefeito Bruno Reis por descumprir a ordem que proibia apresentações artísticas na inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê, onde Léo Santana estava escalado. Segundo a decisão, o show chegou a começar e só foi interrompido depois que a prefeitura reconheceu que não conseguiria derrubar a liminar.

O desembargador Isaías Vinícius de Castro Simões falou em 'elevado desrespeito' às decisões da Justiça Eleitoral e abriu caminho para apurar possível crime de desobediência. A proibição atendeu a pedido da coligação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que viu risco de 'showmício'; o cantor havia declarado apoio a ACM Neto. A Justiça permitiu que Léo fosse ao evento como cidadão, mas sem cantar. Questionado se pagaria a multa, ele desconversou: 'Bancar a multa? Eu não sei disso'.

Neste sábado, a Prefeitura de Salvador deu outra versão: afirma que cumpriu a determinação, cancelou o show de Léo Santana e manteve a inauguração com uma apresentação coletiva de artistas locais do Subúrbio. A gestão municipal classificou o aumento da multa como 'preventivo', e não punitivo. A eleição acontece neste domingo (4).

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