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A história de Bebe: um disco de estreia com mais de 1 milhão de cópias, o hino 'Malo', um Grammy Latino e o conselho da mãe que virou turnê — a espanhola volta à Argentina após 8 anos

Antes do show de 15 de outubro no Teatro Ópera, em Buenos Aires, a cantora revisita 'Pafuera Telarañas' e diz que deixou os preconceitos para trás.

Foto: Reprodução/Infobae

Quando lançou 'Pafuera Telarañas', em 2004, María Nieves Rebolledo Vila, a Bebe, não imaginava o tamanho do que viria. O disco de estreia passou de um milhão de cópias vendidas no mundo, rendeu o Grammy Latino de artista revelação e transformou 'Malo' num hino contra a violência física e psicológica contra as mulheres. A fama, ela lembra, foi 'tão repentina que não houve ordem em nada'. Na época, os pais iam aos primeiros shows 'caso aparecesse a polícia'.

Agora, a espanhola faz uma turnê latino-americana dedicada justamente àquele álbum, com as canções revisitadas uma a uma. A ideia inicial era um único show comemorativo, mas, quando surgiu a proposta de turnê, a mãe a convenceu: 'Acho que você deve a si mesma voltar a cantá-las e curti-las como não curtiu naquele momento'. Bebe conta que decide tudo em conversa com a família, que define como 'a família von Trapp', porque vive cantando junta, e que a filha adolescente, Candela, 'entra e sai' desse universo com naturalidade.

Sobre 'Malo', é direta: 'Não tenho nada contra 'Malo': devo tudo a ela, mudou minha vida'. Mas admite que, quando fizer um novo disco, vai querer cantar as músicas novas, e a faixa pode até ficar fora do repertório. 'Quando comecei, tinha mais preconceitos comigo mesma, mais pudores. Já tirei tudo isso de cima de mim', diz, defendendo que preconceitos na música 'limitam'.

A relação com a Argentina vem de longe. Bebe cresceu ouvindo Alberto Cortez, cujas músicas o pai cantava em casa, e estreou em Buenos Aires em meados dos anos 2000, com um show na casa Niceto. Depois de oito anos sem tocar na cidade, ela se apresenta em formato de trio no dia 15 de outubro, no Teatro Ópera, e já elogia o público local, que chama de 'supercaliente'.

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