Análise: em 'Still', o N.Flying prova que ainda há brasa no rock do K-pop — e que Lee Seung Hyub é o motor da banda
Nono mini-álbum do quinteto aposta em guitarras, sete faixas assinadas pelo vocalista e canções testadas na estrada antes de chegar ao streaming.
Foto: Reprodução/AllkpopNum mercado dominado por coreografias milimétricas e produtores em série, o N.Flying segue sendo uma anomalia saudável: uma banda de verdade, com guitarra, baixo e bateria. 'Still', o nono mini-álbum, lançado nesta quinta (8), reforça essa identidade. São sete faixas, todas escritas e compostas por Lee Seung Hyub (Yoo Hwe Seung divide os créditos de 'Wake Up'), com o tema do que resta quando o tempo passa — uma pergunta inevitável para um grupo que já tem mais de uma década de estrada.
A faixa-título é o centro de gravidade. Nascida de uma conversa real entre os integrantes, 'Still' aposta numa cozinha pesada e em riffs líricos, abrindo e fechando com solos de guitarra — o último, segundo o guitarrista Cha Hun, pensado como brasas que voltam a queimar. É uma imagem simples, mas que dá ao disco um arco claro, de 'Our Ending', a pré-estreia de tom melancólico, ao reacendimento proposto pelo single. O acerto mais esperto foi levar 'Still' e 'Fading Away' para o palco da turnê '&CON5 : into REM' antes do lançamento: as músicas chegam ao streaming já com a cara de quem foi lapidado ao vivo.
O risco está na concentração autoral. Com um único compositor em todas as faixas, o disco ganha coesão, mas abre mão da variedade de vozes que poderia arejar o repertório. Ainda assim, 'Still' cumpre o que promete: é um trabalho honesto, de banda que se conhece, e um lembrete de que o rock tem lugar no K-pop quando é feito com convicção. Nota: 7/10






