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Análise: em 'War', o divórcio de Dominic West e Sienna Miller é só a desculpa — o show é dos advogados

Nova série da HBO sobre a separação de um magnata da tecnologia e uma estrela de cinema demora a engrenar, mas vira um duelo jurídico viciante.

Foto: HBO/Sky/Divulgação

Esta é uma análise opinativa de 'War', série criada por George Kay ('Lupin') e dirigida por Ben Taylor que estreou em 1º de outubro na HBO, numa coprodução com a britânica Sky. Em oito episódios, ela acompanha o divórcio explosivo entre o bilionário da tecnologia Morgan Henderson (Dominic West) e a estrela de cinema Carla Duval (Sienna Miller), disputado por dois escritórios rivais de Londres, o Cathcarts e o Taylor & Byrne.

O casal que dá nome ao cartaz, curiosamente, é o elo mais fraco. West e Miller funcionam melhor separados do que juntos: quando dividem a cena, falta faísca, e o conflito que deveria ser vulcânico soa protocolar. Os primeiros capítulos também demoram demais a colocar as engrenagens para girar, presos a apresentações e intrigas que só ganham sentido mais adiante.

Quando a série descobre que seu verdadeiro motor são os advogados, tudo muda. Phoebe Fox e James McArdle, como os sócios Serena Byrne e Nicholas Taylor, Pip Torrens no papel do implacável St. John Smallwood, Nina Sosanya, Celia Imrie e o ambicioso novato vivido por Archie Renaux roubam a cena com diálogos afiados, num ritmo que lembra 'Industry'. A trilha e a montagem ajudam a transformar audiências e acordos em cenas de suspense.

'War' também é mais esperta do que parece ao mostrar como a opinião pública vira de lado em horas, movida por imprensa e redes sociais, e ao expor o machismo que ainda pesa sobre a mulher num divórcio de celebridades. Nem tudo funciona — há reviravoltas previsíveis e um romance paralelo mal desenvolvido —, mas a HBO já garantiu a segunda temporada, agora com um caso de difamação e Marisa Tomei no elenco. Vale a insistência.

Nota: 7/10

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