Jean Phil, Benjamin Stachio e a febre dos 'famosos' feitos por IA: entenda a nova onda que engana a internet
Personagens criados por inteligência artificial, com bigodes improváveis e corpos desproporcionais, viralizaram em setembro, e um deles virou até criptomoeda.
Foto: Reprodução/DexertoQuem rolou o feed nas últimas semanas provavelmente esbarrou em Jean Phil: um homem de terno, cabelo loiro chanel e bigode enrolado, fazendo 'boxe de sombra' em silêncio em cenários improváveis de Paris. Os vídeos começaram a circular no Instagram em meados de setembro, e um deles passou de 35,9 milhões de visualizações, segundo o LADbible. O detalhe: Jean Phil não existe. É um personagem inteiramente gerado por IA.
A revelação decepcionou parte dos seguidores, mas o caso ganhou outra camada ao ser ligado a uma moeda digital, o token JEANPHIL. O Dexerto relatou que, em 25 de setembro, a moeda tinha valor de mercado de cerca de US$ 8,8 milhões e o perfil, mais de 228 mil seguidores; o LADbible aponta que o token já havia perdido mais de 99% do valor horas depois de um pico em 21 de setembro. O sucesso inspirou imitadores, como Archibald Brown, que passou de 110 mil seguidores com o mesmo tipo de vídeo.
A bola da vez é Benjamin Stachio, o 'homem de três bigodes' e pescoço exageradamente grosso que viralizou dançando em um bar. Em 30 de setembro, veículos confirmaram que ele também é uma criação de IA, assim como a música dos vídeos.
A fórmula se repete: um visual estranho o bastante para virar meme, piadas visuais recorrentes e até 'rivalidades' entre personagens fictícios. Para quem consome, a lição é a mesma de sempre nas redes: nem todo influenciador que viraliza é uma pessoa de verdade.






